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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Silêncio no peito.


Recentemente me peguei pensando quão tênue é a linha que separa a confiança de sua perda. Conclui que não é preciso muito para que deixemos de confiar em alguém. Algumas vezes basta um simples gesto ou a ausência dele. Em contrapartida, reconquistá-la é tarefa nada fácil, por vezes, impossível.
Para gostar de alguém, acredito que é preciso admirar e confiar na pessoa. Os dois são indissociáveis. Quando um ou outro ou ambos se perdem, o que fica? Sinceramente, acho que nada, somente um vazio e, por um tempo, muitos questionamentos, entre eles, “mas afinal, o que aconteceu?”.
Não pensem que é fácil se dar conta do momento exato que o sentimento se foi, leva um tempo e este é marcado por uma confusão mental – ou seria sentimental? – quase infinita. E, quando finalmente você compreende, vem o baque que antecede o silêncio definitivo.
Reerguer-se não é tão difícil quanto parece a alguns, mas o importante é ter consciência de que é preciso se ajudar. Talvez por isso pessoas otimistas cheguem lá primeiro. Ultimamente ando em completo silêncio, há muito que sofri o baque. Contudo, garanto que estou me ajudando.
E digo mais, o silêncio, a escuridão, o vazio ou a solidão, como queiram chamar, é necessário, portanto, vamos tratar de lhe dar o devido valor e curti-lo da melhor forma possível.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

No silêncio dos meus sentidos...

A paz que procuramos está no silêncio que não fazemos...
No dicionário, silêncio significa “ausência completa de ruídos; estado de quem se cala ou se abstém de falar; sossego, descanso” e por aí vai...
Mas eu me pergunto, estamos mesmos preparados para exercitar tão nobre arte? Conforme expus anteriormente, algumas atitudes nos levam à reflexão (como o ato de permanecer só), nos acompanham em nossa intimidade e, muitas vezes, delineiam traços de nossa personalidade, influenciando decisivamente nossas atitudes diante da vida.
Caro leitor, eu acredito que, assim como não lidamos bem com a solidão, também nos esquecemos de valorizar corretamente o silêncio. A maior prova está no fato de ligarmos o rádio ou a televisão quando estamos sós e em silêncio.
No mundo moderno (será que é tão moderno mesmo?), o ruído tornou-se um “remédio” para a solidão, uma válvula de escape, uma espécie de droga acústica. Mas, na realidade, a solidão pode representar a ânsia por algo que não deve ser abafado pelo ruído, mas exercitado em si mesmo. Se, tranqüilamente, investimos no silêncio que rodeia a solidão, poderemos chegar às conclusões para muitos dos questionamentos que permeiam os solitários de plantão.
Muitas vezes temos medo da solidão, o que me leva a perguntar: será que também temos medo do silêncio? Eu só posso falar por mim, digo que já falei demais, porém, com muito custo, venho aprendendo a me calar... Confesso que ainda tenho explosões bem barulhentas, mas enfim, acontece, o que importa é que estou dando preciosos passos em direção ao autoconhecimento e ao autocontrole...
Quanto a vocês, sugiro que, em vez de continuar a navegar na net, desliguem seus computadores, fechem os olhos e, no silêncio, pensem, sobretudo, interiorizem sua espiritualidade. Para ajudá-los nessa reflexão, aí está um pequeno versículo da Bíblia que se encontra no livro dos Salmos: “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus”.
Digo mais, foquem nestas palavras: “aquietai-vos”. Fujam de todo o barulho e, com o coração tranqüilo, busquem desenvolver a espiritualidade. Se vocês acreditam em Deus, como eu, procurem ouvi-lo, no silêncio, procurem entendê-lo...
Por fim, levo-os a lembrar (e espero que nunca esqueçam) que até em silêncio podemos conseguir efetuar mudanças, influenciar pessoas e acontecimentos relevantes. Um exemplo bem atual é o de Aung San Suu Kyi que foi posta em reclusão há quase 10 anos, mas que continua a incentivar os Birmaneses
a lutar por um país democrático e ético.

Penso 99 vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho no silêncio – e eis que a verdade se revela!
Albert Einstein