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sexta-feira, 20 de maio de 2011
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Eu ainda gosto dele?
“Ando devagar, porque já tive pressa e levo esse sorriso, porque já chorei demais. Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe, eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei. (…) Todo mundo ama, um dia todo mundo chora; um dia a gente chega, no outro vai embora. Cada um de nós compõe a sua história, e cada ser em si carrega o dom de ser capaz, de ser feliz.”
Começo afirmando que preciso desabafar e que esta será a última vez que falarei no assunto aqui no blog.
À noite, em silêncio, sozinha com meus sentimentos, sabe que eu acho que sim. Acho!
Como é difícil superar um amor que não pode ser vivido. Somos tolos, e há quem diga que de tolices também se vive a vida! Respiro, recomponho-me e pronto, é hora de deixar esse assunto enterrado, ou quase.
Mas afinal, será que a pessoa se prende a esse gostar por ainda ter sentimentos ou por medo de seguir em frente sozinha? Posso posar de moderna, mas nem sempre quero dar minha face a tapa. Contudo, se não me arrisco, posso estar perdendo oportunidades. Eita que confusão!!!
Aposto que vocês estão pensando “lá vai ela não dizer coisa com coisa novamente”. Não, dessa vez vou ser coerente, prometo.
O que eu sinto? Eu o amo, sim EU O AMO! Penso nele todos os dias, pergunto-me como estará a vida dele, e claro, pergunto-me se ele pensa em mim também.
Então, o que eu faço? Fico quieta, desisti de procurar e esperar por ele (sem clichês, sou brasileira, mas eu desisto), acordo todos os dias dizendo a mim mesma que serei feliz apesar disso, passo por altos e baixos, afinal quem não passa.
E quais são meus motivos para agir assim? Simples. Ter desistido não significa que o sentimento me deixou, mas a vida continua, independente das coisas serem ou não do jeito que queremos.
Você pode vir e pode me perguntar porque desisti, e eu prontamente respondo que cansei de ficar sentada, assistindo minha vida passar.
Não fui medrosa, fui atrás, dei a cara a tapa sim, mas nem um tapa de volta recebi... Fui ignorada. Olha, eu preferia levar o tapa, já que o carinho não vem mesmo, porém ser ignorada foi muito cruel.
E aí? Você ainda esperaria? Tenho amor próprio, não tenho medo de lutar para não ser infeliz.
Pode ser que nunca mais sinta algo tão ou mais intenso por outro, todavia escolho tentar. É o tal do livre arbítrio se manifestando.
Se e somente se ele me procurasse, o que eu faria? Eu arriscaria. Mas coloco os pés no chão e não penso nessa possibilidade, já tenho o não, então deixo quieto.
Querem saber? Vamos parar de falar desses assuntos tristes. Dentro de alguns dias, vou dar um tempo de minha terrinha. Portanto, a partir daqui irei dedicar meus posts ao assunto VIAGEM! Delícia!!!
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Nua
Estive pensando na capacidade das pessoas em se expor e, ao mesmo tempo, em ficar irritadas e tentar se esconder. Enchem a boca e gritam aos 4 cantos que são transparentes, que suas vidas são como um livro aberto, porém ficam indignadas quando estranhos, que foram implícita e tacitamente convidados, tentam entrar em suas intimidades. Mas afinal, a vida é ou não é aberta?
A minha não é, nunca disse a seu ninguém que era, até porque tenho uma dificuldade enorme de mostrar o que sinto. Aliás, o que permito que saibam, sabem por minha própria boca (ou mãos).
Às vezes mudo de idéia sobre o que julgo ser íntimo demais para ser mostrado, então venho aqui e me dispo. Dá uma sensação boa, parece que tirei um peso das costas ou que solucionei um problema. Sabe, aquela sensação gostosa de alívio, de missão cumprida? E sim, este é um momento que vim me despir.
Andei tão angustiada nos últimos meses que não conseguia enxergar o que estava bem em minha frente. Cara, é tão bom quando finalmente 'cai a ficha' de que você é livre para fazer o que te dá vontade, que 'dar a cara a tapa' não significa ser burra ou persistir em um erro, que 'dar murro em ponta de faca' faz parte, que não ter sempre razão ou não ser sempre racional nos faz vivenciar boas experiências também.
A minha não é, nunca disse a seu ninguém que era, até porque tenho uma dificuldade enorme de mostrar o que sinto. Aliás, o que permito que saibam, sabem por minha própria boca (ou mãos).
Às vezes mudo de idéia sobre o que julgo ser íntimo demais para ser mostrado, então venho aqui e me dispo. Dá uma sensação boa, parece que tirei um peso das costas ou que solucionei um problema. Sabe, aquela sensação gostosa de alívio, de missão cumprida? E sim, este é um momento que vim me despir.
Andei tão angustiada nos últimos meses que não conseguia enxergar o que estava bem em minha frente. Cara, é tão bom quando finalmente 'cai a ficha' de que você é livre para fazer o que te dá vontade, que 'dar a cara a tapa' não significa ser burra ou persistir em um erro, que 'dar murro em ponta de faca' faz parte, que não ter sempre razão ou não ser sempre racional nos faz vivenciar boas experiências também.
Por vezes, muitas vezes, pensei que era uma pessoa insensível, individualista e egoísta, mas não é verdade, estou longe de ser tudo isso. Se sou como sou, se me comporto como me comporto é porque minha personalidade é esta, nua e crua, gostem ou não. Sofro de 'sincerocídio', digo o que penso, e por falar as coisas na cara, abro margem para que pensem errado a meu respeito.
Quer saber? Não me importo. Posso falar milhões de coisas a meu favor e tomar todas as atitudes socialmente certas (aceitáveis) e ainda assim irão me julgar como bem quiserem. Então, para que dar tanta importância a isso, se não posso alterar mesmo? Dane-se, é isso mesmo, DANE-SE! Sou mais eu.
Sempre que alguém começa a se afeiçoar a mim, vou lá e digo: "olha, sou chata, mandona, orgulhosa, estourada, exigente, perfeccionista, briguenta, blá blá blá..." Se a pessoa insiste em me ver de outra forma, problema exclusivamente dela, não menti, não omiti, não fiz papel de perfeita, depois, quando começar a enxergar todos esses defeitos, não venha me dizer que mudei. Mudei coisa alguma, você que não me ouviu, paciência, aprenda a lidar com isso ou caia fora.
A palavra de ordem (e da moda) é 'máscara'! Deve ser pela proximidade com o carnaval, eu acho. Todo ano é a mesma ladainha no BBB de que "máscaras vão cair". Quem não veste e despe máscaras diariamente que levante o dedo e atire a 1ª pedra! Vamos ser sinceros? Essa pessoa não existe.
Moldar-se às exigências sociais e transitar por vários campos com comportamentos distintos nada mais é que vestir uma máscara, para ficar mais agradável aos olhos de quem vê e conseguir atingir os objetivos pretendidos. Errado? Não, é o jogo da vida, só não joga quem já morreu.
Sempre digo àqueles que me procuram pedindo conselho: "posso te mostrar o caminho que EU julgo melhor, mas a escolha em segui-lo é só sua, aliás, se ele vai ser realmente um bom caminho pra você, também só depende de você, do que você quer pra si mesmo, o que você acredita que merece". Ahh como são tolas as pessoas, muitas vezes elas acreditam que merecem menos do que realmente merecem, e pior, acham que isso é merecer o mais!
O que pretendo com tudo isso? Ué, nada demais, apenas despir alguns de meus sentimentos que estavam guardados. Para quem está de fora, pouco atento, minhas idéias podem parecer desconexas, mas não o são, acreditem, cada paragráfo foi escrito pensando no que já havia sido posto.
E digo mais, só vou até aqui, pois é o que me interessa lhes mostrar. Eu sei que é praticamente apenas uma pontinha do pé, mas ao invés de reclamar, porque não vem se deliciar? (e aguardar o momento de ver o tornozelo?)
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Falta-lhe alguma coisa?
Ontem à noite, estava eu conversando sobre o blog, quando fui questionada se estou triste. Pensei, pensei e disse que “não”, porque essa é a verdade. Isso me despertou a curiosidade e quis saber se meus textos são assim tão melancólicos, ao passo que meu ‘companheiro de devaneios’ disse-me que pode ser culpa do leitor, então, respirei aliviada, rsrsrs...Apesar das reflexões, estou feliz; tão feliz que sinto que chego a incomodar algumas pessoas, mas isso é problema dos outros e não meu. Como diz a música do Leoni: “pelas ruas, flores e amigos me encontram vestindo o meu melhor sorriso.”
Eis que fui surpreendida com outra pergunta e esta me acompanhou o restante da noite e virou o tema de hoje: “falta-lhe alguma coisa?” Rapaz, assim você me aperta sem me abraçar...
Acredito que tudo tem um tempo ou momento certo para acontecer. Se não fosse assim, qual seria a graça da vida? E o mistério, que deixa tudo mais gostoso, onde ficaria?
Desculpem-me os pessimistas de plantão, mas eu me apego a esta ‘quase certeza’, e assim conduzo minha vida, com algumas perguntas, poucas respostas e muita fé!
Opa, estou sentindo algo no ar... Ah, é você, caro leitor, que está bem curioso... Eu sei, você está aí se perguntando: “E a sua resposta?” Humm... Eu disse, sem cerimônias, afinal não há motivos para mentir, que “falta sim, falta muita coisa”.
Falta um pouco mais de paciência; falta concretizar alguns sonhos; falta compartilhar o que aprendi com outras pessoas; falta ver as coisas mudando para melhor; falta a transformação da utopia em algo possível, enfim, falta, falta e falta, porque sempre falta alguma coisa...
Agora sou eu quem pergunta: FALTA-LHE ALGUMA COISA?
O meu mundo não é como o dos outros;
quero demais,
exijo demais,
há em mim uma sede de infinito,
uma angústia constante que nem eu mesma compreendo,
pois estou longe de ser uma pessimista;
sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades... sei lá de quê!
Florbela Espanca
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