quarta-feira, 26 de março de 2008

E agora?


Texto publicado no Jornal de Fato do dia 14.03.2008, na coluna de César Santos


Depois de Galisteu...
Snif, snif, snif...
Acabou o namoro do deputado federal Fábio Faria (PMN/RN) com a apresentadora Adriane Galisteu.
A fofoca foi lançada por Mônica Bergamo, colunista da Folha de S.Paulo, depois confirmada pelos pombinhos, agora livres para voar.
O fim do relacionamento interrompe a única ação, de destaque, que o jovem parlamentar conseguiu realizar desde que trocou a sua academia de ginástica em Natal pelos ares de Brasília, por força de quase 200 mil votos conferidos pelos eleitores norte-rio-grandenses.
É possível que, a partir de agora, o galã possa zelar pelo mandato.
Espera-se, pelo menos.
Aliás, Faria tem outra ação: é o garoto-propaganda do Rio Grande do Norte na luta para transformar a capital em uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.
Fala sério.
Nem merece comentário.
O fiasco, até aqui, de Faria em Brasília não é, totalmente, culpa sua.
Talvez ele seja vítima.
O jovem galã resumia a sua vida modelando o corpo em academias e badalando no mundo “in” da nossa capital.
De repente, como no piscar de olhos, foi pinçado pelo pai, presidente da Assembléia Legislativa, Robinson Faria (PMN/RN), para representá-lo em Brasília.
O próprio Robinson, um dos mais competentes políticos do Rio Grande do Norte, poderia assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados, mas preferiu ficar na AL para lapidar seu projeto de disputar o Governo do Estado em 2010.
O filho foi para o "sacrifício" e, numa campanha bem estruturada, recebeu quase 200 mil votos, desvendando cantos e veredas que não conhecia e nem era conhecido.
Fez lembrar o empresário Flávio Rocha, que, ainda jovem e montado na carteira poderosa do pai, megaempresário Nevaldo Rocha, se elegeu deputado federal, passou quatro anos em Brasília, e saiu de lá sem ser percebido e sem deixar saudades.
Não estou dizendo que Faria é um caso semelhante.
O filho de Robinson pode descobrir o gosto pela política, afinal tem ensinamentos dentro de casa.
No entanto, até aqui o único talento que aflorou foi o de galã, tendo conquistado uma das celebridades mais badaladas no mundo fashion nacional.
Quem sabe, depois de Galisteu, Fábio passe a atuar – e ser visto – como deputado.

Preserve a vida


Gente, eu sei que muitas festas já passaram, mas muitas outras virão, portanto, tenham cuidadooooo!

Extravasa, libera e joga tudo pro ar...

quarta-feira, 19 de março de 2008

Falso e-mail da Receita Federal


Eu também já recebi e relatei a tentativa de pishing.

Vale a pena expor.

Cuidado, fiquem atentos!

sexta-feira, 14 de março de 2008

Inveja!

Inveja.
Segundo o Dicionário Aurélio, é o desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade de outrem.
Também pode ser definida como uma vontade frustrada de possuir os atributos ou qualidades do outro.

É incrível como algumas pessoas não suportam a felicidade alheia e tentam, a todo custo, interferir e acabar com esse sentimento (e com a pessoa que o sente e irradia).
Contudo, como diz o ditado... ‘Sua inveja faz a minha fama!’
O invejoso não suporta ver um novato “invadir” espaços que ele supunha serem somente dele; ele se sente atingido, usurpado e se agarra, com unhas e dentes, ao espaço que ele acha que é seu e somente seu.
O invejoso boicota, destrata, vai minando a confiança e a felicidade (e, por vezes, a paciência) da pessoa, faz uso de fofocas e pequenas atitudes, na tentativa desesperada de provar, ao menos para si mesmo, que o espaço é dele, e somente dele.
Aprendi da forma mais difícil que, nessas horas, o silêncio é a melhor resposta (e o pior dos castigos). Apesar de ter demorado, aprendi a lição e, sim, faço bom uso dele.
Não suporto a inveja alheia e vou lidando como posso, talvez meu silencioso revide faça os
“olhos verdes da inveja” crescerem mais ainda, todavia, quem vai saber?!
Um dia ainda coloco para fora meu descontentamento e acabo perdendo a compostura. Nesse dia, soltarei um alto e sonoro: ‘Vá à merda!’
Não se preocupe, o dia da desforra já tem data marcada, e está próximo. Aguardem!
Em breve iniciaremos a contagem...

“A censura é o imposto da inveja sobre o mérito.” (Laurence Sterne)

“Duas são as feras que em nós produzem mais danos: uma cruel e selvagem, a inveja; outra, mansa e doméstica, a adulação.” (Juan Luis Vives)

quarta-feira, 12 de março de 2008

Aconteceu, virou manchete!


Vocês sabem qual a nova moda? Não ter orientação sexual definida, o negócio é ser um “espectro sexual”. Kkkkkkkkkkkkkkk, é cada uma...
Nada contra quem gosta de pessoas do mesmo sexo, admiro muito quem assume e vai até o fim! Mas acho uma palhaçada certos discursos que venho ouvindo ultimamente.
Acredito que esse negócio de que “vive o momento”, “está heterossexual” ou “está homossexual” é balela, é tudo conversa fiada de quem não quer admitir pra si mesmo do que realmente gosta.
Já está difícil namorar um homem com a concorrência existente, imagine só quando as lésbicas resolvem entrar no páreo... PQP, assim não dá pra agüentar!

Mudando de assunto...
Vocês viram a Polícia Federal botando ordem no Setor de Imigração nos aeroportos? Eu sempre disse: LEI FOI FEITA PARA SER CUMPRIDA!
Pena que só o fazem quando o assunto vira questão diplomática...
E tem espanhol reclamando porque foi deportado.
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, fazem-me rir!!!
Deviam aplicar a lei rigorosamente com todo e qualquer estrangeiro, ê povo brasileiro, larga a mão de ser besta, sô!

E a última!
Na Itália um criminoso foi posto em prisão domiciliar porque não cabia mais na cela. Já pensou se essa moda chega e pega por aqui?

terça-feira, 11 de março de 2008

A Páscoa


Já estão vendendo em todas as lojas de alimentos e supermercados (até em algumas farmácias) os grandes (e gostosos) Ovos de Páscoa.
É gente, eu também gosto deles, pois sou fã de chocolate, mas não me deixo iludir, sei que Páscoa não é sinônimo de comércio, e também sei que o formato do chocolate é só uma maneira de ganhar mais uns trocados em cima de nós, pobres (e, muitas vezes, vaidosos) mortais!
Mas o que é mesmo Páscoa? Para os esquecidos de plantão, a palavra vem do hebreu Peseach e significa Libertação.
É comemorada tanto por Judeus quanto por Cristão. Para aqueles é a passagem da escravidão para a liberdade, já para estes é passagem de Cristo deste mundo para junto do Pai. De qualquer forma, é, essencialmente, uma festa da Libertação.

Entre os seus símbolos destacam-se:

O Ovo de Páscoa, que simboliza o nascimento, pois a existência da vida está intimamente ligada à figura do ovo.
O Coelho da Páscoa, que simboliza a capacidade de ‘produzir’ novos discípulos. Por ser um animal com capacidade de gerar grandes ninhadas, sua imagem foi associada ao dos discípulos.
A Cruz da Ressureição, que traduz, ao mesmo tempo, sofrimento e ressurreição.
O Cordeiro, que simboliza Cristo, que é o cordeiro de Deus, e se sacrificou em favor de todo o rebanho.
O Pão e o Vinho, que representam o corpo e o sangre de Cristo. Na última ceia, Jesus escolheu o pão e o vinho para dar vazão ao seu amor e para celebrar a vida eterna.
O Círio, que significa “Cristo, a luz dos povos”. Tem os símbolos de Alfa e Ômega gravados, significando “Deus é o princípio e o fim de tudo”. É a grande vela que se acende no sábado de Aleluia.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Dia Internacional das Mulheres


Sábado vi muitas reportagens homenageando as mulheres por seu “Dia Internacional”. Mas me peguei pensando: ‘Será que há mesmo o que comemorar?
Se vocês analisarem friamente, a nossa situação não avançou tanto quanto deveria (e gostaríamos). Muitas de nós ainda recebem menos que os homens, apesar de exercermos a mesma função, trabalharmos a mesma quantidade de horas e fazermos o trabalho com a mesma qualidade (ou melhor, como em geral acontece).
E quanto às piadas (mal educadas e capciosas) que temos que agüentar quando recebemos uma promoção? Será que uma mulher não é capaz o suficiente para superar um homem e conseguir melhorar na carreira sem que tenha que “prestar favores” aos seus superiores?
Saindo do campo profissional, há também a jornada do lar, onde a mulher tem que ser boa mãe, boa dona-de-casa, boa esposa, boa amante, boa filha, enfim, tem que ser a melhor, nunca importando se irá suportar tanta cobrança e pressão.
Pelo exposto e com base em algumas experiências vividas, não sei se há tanto o que comemorar. Pra mim, 8 de março é um dia como qualquer outro...
De qualquer forma, parabéns a todas aquelas que conseguem dar o melhor de si, desejo que tenham em mente que vocês são perfeitas e maravilhosas do jeito que são, não importando o que os outros digam!
O que não se pode admitir é que esqueçam que esse dia surgiu em razão da brutalidade imposta a operárias (que reivindicavam melhorias nas condições de trabalho) durante uma manifestação ocorrida em 08 de março de 1857, nos Estados Unidos. Não podemos esquecer que 130 mulheres foram espancadas, trancafiadas e queimadas vivas em uma fábrica!
Esse não é, portanto, um dia para comemorações, mas sim para reflexões. É um dia voltado para a conscientização dos problemas vividos, dos papéis exercidos e das responsabilidades assumidas
.

domingo, 9 de março de 2008

Brilhante idéia...

Dizem por aí que foi idéia de Rita Lee, sugerida durante entrevista ao programa de Amaury Jr, não sei se a autoria é verdadeira, mas que a idéia é brilhante, isso é!

Reclamando da inutilidade de programas como o Big Brother, foi dada a seguinte sugestão:
Colocar todos os pré-candidatos à presidência da República trancados em uma casa, debatendo e discutindo seus respectivos programas de governo. Sem marqueteiros, sem máscaras e sem discursos ensaiados. Toda semana o público vota e elimina um. No final do programa o vencedor ganharia o cargo público máximo do país. Além de acabar com o enfadonho e repetitivo horário político, a população conheceria o verdadeiro caráter dos candidatos.

A idéia não é ótima? Se você também gostou, faça coro pela campanha:

CASA DOS POLÍTICOS JÁ!

quarta-feira, 5 de março de 2008

Desarticulada


Ai ai ai, estou um pouco atormentada.
Há muita coisa acontecendo, coisas com as quais não sei lidar bem.
Quero colocar para fora o que penso, mas tenho medo de magoar as pessoas e acabo guardando, afinal, minha opinião não foi requisitada...
O que fazer, então?
Acho que por mais que isso me consuma, é melhor guardar minha opinião comigo, quem sabe daqui uns dias eu possa falar sem ser mal interpretada, né?
Eis uma musiquinha pra quem anda guardando opiniões (como eu) para um momento mais oportuno.


Gentil Loucura - Skank
Hoje eu tô jogando tudo fora
Tudo que não presta mais
Todo o lixo que juntei
Nos meus becos e quintais
Tô falando de loucura
Tô falando de viver
Aura clara, sorte escura
Descobrir o que se é, e ser
Pois é preciso ser honesto
Se cada dia é diferente
Sou um anjo e não presto
Sou só eu no meio desta gente
Tô cansado de bancar
O herói de mim ou do bem
Abro a porta, eu quero mais
Eu quero ser sincero com alguém
Deixe que eu respire o ar livre da rua
Sem parar pra discutir
Deixe que eu passeie minha loucura
Gentilmente por aí


“Os elogios não me elevam, as críticas não me rebaixam; sou o que sou e não o que os outros pensam de mim!”

segunda-feira, 3 de março de 2008

Feriadão


Contagem regressiva, mais um feriadão se aproxima.

Qual o seu destino? O meu já está traçado!

Ai ai ai, quero muita sombra, água fresca e um pouquinho de agitação...

Você já praticou a boa ação de hoje?

Hoje realmente estou me sentindo leve, pois finalmente concretizei a boa ação que iniciei sábado passado. Explico...
Estava eu num show quando encontrei um celular caído ao meu lado. Não pensei 2 vezes, abaixei, peguei e perguntei às pessoas em volta se era de algum deles, como não tive resposta positiva, decidi guardar para ver o que fazer depois.
Mal terminou o show, aproveitei para procurar uma forma de devolver o achado, pois aprendi cedo que o que encontro não é meu.
Tive uma atitude que abomino em namorados ciumentos: vasculhei a agenda do celular. Eis que achei um número confiável para ligar (ainda bem que a maioria agenda os números de casa, da mãe, do pai, etc). Pronto, ficou combinado que eu ficaria com o aparelho e que depois o dono entraria em contato para pegar.
Esperei a ligação e nada de acontecer... Mas não é que o danado descarregou! Ainda bem que tinha anotado o número da mãe do rapaz.
Finalmente o final feliz!!! Hoje devolvi o celular e, pra alegria de meu espírito, recebi muitos obrigados.
Nada como fazer o bem sem olhar a quem. Este não é lá um grande texto, pois são apenas simples palavras, mas acredito que foi suficiente para compartilhar o momento e servir de exemplo.
Atitudes como a minha não deveriam ser elogiáveis, deveriam ser comuns, isso sim! Entretanto, nos dias de hoje, as pessoas estão cada vez mais individualistas e egoístas e não sabem ter um gesto de honestidade e solidariedade sincero, pois só visam o lucro ou a vantagem que poderão tirar da situação.
Me despeço com o seguinte pensamento: "Não há nada que tão bem refresque o sangue como uma boa ação." (
Jean de La Bruyère)
Shalom!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Carnaval


Recebi a mensagem antes do Carnaval, mas como estava muito envolvida com os preparativos para o mesmo, acabei lendo somente agora. Merece ser passado adiante. Texto escrito por uma pessoa que conheci em 1º de janeiro de 2007, logo após a virada do ano. Alê, ainda tenho a foto!!!

Antes dos dias de entorpecimento‏, por Alexandre Gurgel Damasceno

Quando se pensa que o fim está próximo, seguindo fases bem definidas e já amplamente catalogadas pelas ciências ordinárias, as pessoas passam por um período de abertura emocional. Elas procuram se relacionar mais, se abrir mais, contemplar mais o universo alheio.
Não sou diferente. Como é de público conhecimento sou igualzinho a todos os outros. A média das médias sazonais excluindo-se do cálculo os pontos destoantes.
Acontece que antes do período carnavalesco me vejo na iminência do fim (não foi sempre assim). O pensamento recorrente é que será o último. Meus sintomas são claríssimos. Prolixidade se acentua, fico mais susceptíveis a cantadas, me apaixono várias vezes ao dia, acredito firmemente no sexo oposto, faço propostas estapafúrdias, entro em contato com parentes distantes, amigos distantes são localizados, choro, me emociono infantilmente, escrevo um pequeno testamento (não tem como ser grande), me arrependo das muitas coisas que não fiz, relembro o passado, cumpro minhas promessas, pago minhas dívidas, perco o sono na ânsia de aproveitar cada minuto, fico carente, dócil, procuro a paz com inimigos, procuro testamentar minha amizade àqueles que me são queridos, desejo conhecer todas aquelas coisas que me passaram intocadas, me permito uma profundidade que nunca tive, entrego paz em todas as esquinas, me impregno de solidariedade com os que ficam. Sem dúvida fico mais próximo das definições de amor, saudade, companheirismo, atenção, carinho, Deus, próximo, soledade.
Na quarta-feira, confiante naqueles que cairão na gandaia, não receio que haverão garrafas cheias, ruas limpas nos locais de concentração e agito, muitas lembranças de momentos hilários e marcantes. Haverá de ter surgido o amor e a amizade. Se produzirão fotos e serão compartilhadas. Os elos de relacionamento se expandirão. Confiante nos que ficam velando o sossego proporcionado pela migração temporária de milhares de pessoas, não receio que haverá desordem nos bairros sossegados e centros metropolitanos, livros esquecidos e de leituras inacabadas, filmes não assistidos, noites mal dormidas e tardes mal descansadas.
O importante queridos que são parte inseparável de minhas recordações e saudades é entendermos que "tudo agora mesmo pode estar por um segundo"(1) e que "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã"(2). Nos resta aproveitar este feriadão, nas bocas das garrafas, nos lábios do beijo, no balanço da rede ou no silêncio do amanhecer, e fazer o máximo daquilo que nós gostamos.
Nesta véspera de carnaval, nesta sexta que carregou minha torcida para ser maravilhosa, restou dentro deste último suspiro antes dos dias de completo entorpecimento este esforçado exercício literário. Quem sabe para atestarmos ou ri-lo na próxima semana. Para mim, tudo é festa, alegria, como fossem meus últimos minutos.

(1) Gilberto Gil, Tempo Rei
(2) Renato Russo, Pais e Filhos

Alguém


Crônica: Alguém, por Andréa Marinho (autora Potiguar)

Eu queria sair por aquela porta e conhecer alguém.
Assim, sem precisar procurar no meio da multidão.
Alguém comum, sem destaques evidentes, sem cavalos brancos ou dentes perfeitos.
Alguém que soubesse se aproximar sem ser invasivo ou que não se esforçasse tanto para parecer interessante.
Alguém com quem eu pudesse conversar sobre filosofia, literatura, música, política ou simplesmente sobre o meu dia.
Alguém a quem eu não precisasse impressionar com discursos inteligentes ou com demonstrações de segurança e autoconfiança.
Alguém que me enxergasse sem idealizações e que me achasse atraente ao acordar, de camisa amassada e sem maquiagem.
Alguém que me levasse ao cinema e, depois de um filme sem graça, me roubasse boas gargalhadas.
Alguém de quem eu não quisesse fugir quando a intimidade derrubasse nossas máscaras.
Eu queria não precisar usá-las e ainda assim não perder o mistério ou o encanto dos primeiros dias.
Alguém que segurasse minha mão e tocasse meu coração.
Que não me prendesse, não me limitasse, não me mudasse.
Alguém com quem eu pudesse aprender e ensinar sem vergonhas ou prepotências.
Alguém que me roubasse um beijo no meio de uma briga e me tirasse a razão sem que isso me ameaçasse.
Que me dissesse que eu canto mal e que eu falo demais e que risse das vezes em que eu fosse desastrada.
Alguém que me olhasse nos olhos quando fala, sem me deixar intimidada.
Que não depositasse em mim a responsabilidade exclusiva de fazê-lo feliz para com isso tentar isentar-se de culpa quando fracassasse.
Alguém de quem eu não precisasse, mas com quem eu quisesse estar sem motivo certo. Alguém com qualidades e defeitos suportáveis.
Que não fosse tão bonito e assim eu não conseguisse olhar em outra direção.
Alguém educado, mas sem frescuras; engraçado e, ao mesmo tempo, levasse a vida a sério, mas não excessivamente.
Alguém que me encontrasse até quando eu tento desesperadamente me esconder do mundo.
Eu queria sair por aquela porta e conhecer alguém imperfeito.
Feito pra mim.

Normose, a doença de ser normal.


Todo mundo quer se encaixar num padrão.
Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito “normal” é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema. Quem não se “normaliza”, quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo.
A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?
Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha “presença” através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.
A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar? Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta.
Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu “normal” e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original.
Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.
Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações. Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo. E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada.
Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.

Desconheço o(a) Autor(a), mas o(a) admiro!
Ainda bem que não sou normal, adoro meu jeito estabanado e atrapalhado de ser.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Impressões

Cada dia que passa, sinto mais e mais a certeza de que vou-me embora daqui para bem longe e para nunca mais voltar.
Como escreveu Manuel Bandeira, "
Vou-me embora pra Pasárgada, em Pasárgada tem tudo, é outra civilização".
É claro que já elegi minha Pasárgada, agora só falta ir...
E sim, lá é outro mundo, ar limpo, pessoas educadas, clima agradável, natureza exuberante, violência 0 (zero), enfim, minha Pasárgada é o que há de mais moderno.
Duvida de mim?
Aguarde e verá...

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

A arte de passar o tempo, sem perder tempo.


Era noite da quarta-feira de Cinzas. Eu aguardava pacientemente meu vôo e resolvi comprar uma revista para ajudar a passar o tempo. Uma matéria de capa me chamou atenção e optei pela ‘Caros Amigos’.
A dita reportagem foi feita com um cronista muito famoso entre nós internautas, haja vista que seus textos são passados e repassados. Dois pontos se destacaram: 1º ele não dá entrevista de forma oral, para evitar o famoso “disse-que-disse”; 2º ele negou a autoria de alguns textos a ele atribuídos.
Pensando bem, se eu estivesse na posição dele, eu também escreveria minhas respostas às perguntas formuladas em entrevistas, assim evitaria a velha reclamação de famosos e notórios: “eu não disse isso” ou “não era o que eu queria dizer”.
Quanto à autoria de textos, bem, depois de um tempo eu pararia de negá-las, afinal, o dono não a reclama para si, as outras pessoas não iriam me ouvir mesmo e continuariam divulgando como se fosse uma verdade absoluta. E como já escrevi antes, em uma história sempre existem 4 versões, uma delas é a verdade, mas quem sabe dela realmente?!
Sugiro que ao receberem um texto, ou aquelas famosas ‘correntes’, que tenham cuidado ao passá-las adiante. Particularmente, não passo ‘correntes’ para frente (gostaria de não recebê-las também, ainda estou remando contra a maré, mas quem sabe um dia a maré muda, não é?).
Quem era o entrevistado? Luis Fernando Veríssimo.
Aqui você lê trechos.
Se gostar, corra à banca mais próxima e adquira a sua (o restante da revista também vale a pena ser lido).

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Vida de advogado - haja estômago!

Sempre ouvi a expressão “quem conta um conto, aumenta um ponto”.
Antes de me formar, acreditava (sempre fui muito crente na inocência das pessoas) que isso era um exagero, pois se a história é verdadeira, não tem porque aumentar (ou alterar) nada.
Contudo, caros leitores, eis que a realidade ‘bateu’ de frente comigo e minhas crenças foram abaladas. Não estou reclamando, pois aprendi que em uma história sempre existem 4 versões: a verdadeira, a visão de 1, a visão do outro e a visão de quem está de fora.
Ufa, como é difícil isso, não? Pra mim então...
Sou advogada (por favor, sem piadas) e tenho que defender a versão dos fatos que o cliente me apresenta, sempre que escrevo, penso e questiono muitas coisas, mas como posso definir o que é verdade (ou o mais próximo a ela) e o que não é, se nem sequer tenho a visão de quem está de fora?
É por isso que não gosto muito do que faço. Odeio ficar com ‘cara de paisagem’ quando a história do cliente é modificada na presença de um juiz. Aí você pergunta, o que fazer nessa hora? Parafraseando Marta Suplicy, o lance é relaxar e gozar (se estressar só vai fazer as rugas aparecerem mais rápido e aí não tem genética que ajude, meu bem).
Um conselho para quem quer ser advogado: NÃO SEJA! MUDE DE IDÉIA! Mas se você ainda assim quer muito isso, outro conselho: APRENDA A ‘ENGOLIR SAPOS’.
Para quem quer fazer piada de minha profissão, dou uma ajudinha:

Dois advogados, pai e filho, conversam:
“Papai! Estou desesperado. Não sei o que fazer. Perdi aquela causa!”
“Meu filho, não se preocupe. Advogado não perde causa. Quem perde é o cliente!”

Por que as piadas de advogado não funcionam? Porque os advogados não acham graça em nenhuma delas, e as outras pessoas não acham que são piadas.

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...

Lei da Perversidade das Relações Humanas

Recebi uma mensagem que tratava de um texto escrito por Max Gehringer à Revista Época, chamado ‘Lei da Perversidade Profissional’. Achei muito interessante, principalmente porque se traduz na mais pura realidade (infelizmente).
O colunista afirma que o sucesso nas relações profissionais reside em não se fazer inimigos, para tanto, há três regras básicas a serem seguidas, são elas:
1ª.
“Colegas passam, mas inimigos são para sempre”. Um favor ou uma gentileza é esquecido com o passar do tempo, enquanto que uma desfeita irá permanecer na lembrança para sempre.
2ª. A importância de um favor diminui com o tempo, enquanto que a importância de uma desfeita só aumenta e, um dia, será cobrada, com juros e correção (é a chamada vingança).
3ª. Colega não é amigo, pois basta mudar de emprego ou de cidade para desaparecer de sua vida. E mais, quando você precisar dele, ele, provavelmente, mandará dizer que não pode atender.
Segundo o colunista e sua ‘Lei’,
“o sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos. Porque, por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que tem boa memória”.
Quem nunca se encaixou nas regras acima que atire a 1ª pedra... São poucos os favores que guardo na memória e, principalmente, que dou a devida importância. Enquanto que as desfeitas... Eu sempre digo: ‘provavelmente nunca vou precisar dessa pessoa, mas um dia ela irá precisar de mim e aí...’
Vou mais além, deveria ser chamada de ‘Lei da Perversidade das Relações Humanas’, porque esses sentimentos povoam todo e qualquer relacionamento, não só o profissional. Se você pensar bem, vale pra tudo, especialmente nas relações amorosas e de amizade.
Mudando um pouco de assunto... No momento, ando entoando um tantra que diz: ‘vou ganhar a mega-sena, vou ganhar a mega-sena, vou ganhar a mega-sena’, como defendem os seguidores de ‘O Segredo’, pensamento positivo é tudo! Quem sou eu pra dizer que não?!
Desculpe o tempo sumida; sem escrever e postar crônicas autorais, é que passei por algumas mudanças em minha vida nos últimos meses (ainda falta a maior que dentro em breve anunciarei aqui), mas agora que estou mais tranqüila e inspirada, retorno a casa, como boa filha que sou, rsrsrs.
Até a próxima. Shalom!!!

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Hoje recebi flores.


Não é meu aniversário ou nenhum outro dia especial; tivemos nossa primeira discussão ontem à noite e ele me disse muitas coisas cruéis, que me ofenderam de verdade. Mas sei que está arrependido e não falou sério, porque ele me enviou flores hoje. E não é nosso aniversário ou nenhum outro dia especial.

Ontem ele atirou-me contra a parede e começou a asfixiar-me. Parecia um pesadelo, mas dos pesadelos acordamos e sabemos que não são reais. Hoje acordei cheia de dores e com golpes em todos lados. Mas eu sei que ele está arrependido, porque me enviou flores hoje. E não é dia dos namorados ou nenhum outro dia especial.

Ontem à noite bateu-me e ameaçou matar-me. Nem a maquiagem ou as mangas compridas poderiam ocultar os cortes e golpes que me ocasionou desta vez. Não pude ir ao emprego hoje porque não queria que percebessem. Mas eu sei que está arrependido porque ele me enviou flores hoje. E não era dia das mães ou nenhum outro dia especial.

Ontem à noite ele voltou a bater-me, mas desta vez foi muito pior. Se conseguir deixá-lo, o que é vou fazer? Como poderia manter os meus filhos sozinha? O que acontecerá se faltar dinheiro? Tenho tanto medo dele! Mas dependo tanto dele que tenho medo de o deixar. Mas eu sei que está arrependido, porque ele me enviou flores hoje.

Hoje é um dia muito especial: É o dia do meu funeral. Ontem finalmente conseguiu matar-me. Bateu-me até eu morrer. Se ao menos eu tivesse tido a coragem e a força para deixá-lo. Se tivesse pedido ajuda profissional. Hoje não teria recebido flores!

Por uma vida sem violência!!!
Partilhem essa mensagem para criar consciência.
Para que se tenha respeito para com a mulher, com as crianças, com o idoso, enfim, que se tenha respeito com o próximo, seja quem for!!!
Denuncie a violência!!!
Lembre-se que a cada 15 minutos uma mulher é violentada, surrada ou estuprada.

Beber, cair e levantar

O que a bebida faz na vida de uma pessoa...
Kkkkkkkkkkkkkkkkkk